"Todo dia ela faz tudo sempre igual, me sacode as 6h da manhã..." Coincidência ou não, esta era a música que tocava no rádio que me despertou. Acordei, fui ao banheiro escovar os dentes, depois fui tomar o café preto (que sem o qual, não conseguiria criar coragem para passar pelo portão), como de costume dei comida para o meu gato (e imagino que seja este o único motivo que o faça voltar depois de suas noites agitadas) e sai.
Como todos os dias úteis eu dirigi até meu escritório, onde minha secretária sempre me dá "bom-dia" com um ar de tédio e se vira antes que eu tente começas qualquer conversa.
E como todos, este dia tinha tudo para ser normal. Até que... meu celular tocou, não atendi, pois pensava que era minha ex-esposa mendigando mais alguns reais para a pensão do filho que ela diz que é só dela. Insistentemente tocou por 4 vezes enquanto eu ficava parado, olhando pro celular vibrando sobre a mesa, imaginando todos os palavrões que ouviria se ousasse apertar aquela teclinha verde do celular. Na quinta vez, vencido pelo cansaço, atendi. Uma bela voz feminina diz:
- Marcos? Como é difícil falar com você!
- Célia?
- Quem é Célia?
- Ninguém importante. Quem está falando?
- É a Aninha. Lembra? Gatinha 23, do site de encontros.
- Ah sim. - Eu não tinha nem computador e achava que nem idade mais para me inscrever num site destes. - Como você está?
- Bem e você? Decidiu de vai vir me encontrar no shopping?
- Estou bem. Em que shopping tinhamos marcado mesmo? Estou tão ocupado ultimamente que acabo esquecendo das coisas.
- No Anália, Marcos. Então te espero no outback as 21h, ok?
- Claro, mas como saberei quem é você?
- Pela foto que eu te mandei, ou você apagou?
- Não, mas sabe que as fotos nem sempre são fiéis.
- Estarei de chapeu preto.
- Tudo bem, até mais tarde então, Gatinha. Ops. Aninha.
- Hahaha, até.
Click
Acho que foi um dos dias que mais ri na minha vida. Coitada, devia estar muito desesperada para ligar tanto assim pra um cara que conheceu na internet e ele nem vai estar lá, fora a coincidência, ele também chamava Marcos. Hahahaha.
Todo o resto do dia foi normal.
Quando estava indo para casa, apenas para abrir a porta para o gato ir para sua farra, jantar sozinho, tomar banho sozinho e dormir SOZINHO... pensei na Aninha. Sozinha, esperando outro Marcos. Dane-se o gato. Fui encontrar Aninha.
Encontrei uma mulher de 34 anos, um pouco acima do peso, mas tinha um sorriso lindo. Me apresentei. Ela confessou que tinha mentido a idade, eu confessei que tinha mentido tudo, menos o nome.
Uma coisa que ela nunca entendeu, e eu também não vou explicar, é como o perfil dela sumiu do site.
Dois anos depois, eu e Aninha temos dois gatos e ainda não temos computador. Só pra garantir.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Avaliação de 2009
Estive falando hoje com um amigo (inclusive o mesmo que me incentivou a fazer este blog) e ele me perguntou qual nota eu daria para 2009.
Tive que parar pra pensar porque esta pergunta é mais difícil do que pode parecer.
Meu primeiro sentimento foi: 'ptz, não foi um ano bom', mas resolvi parar pra pensar e fazer um resumo do que foi o ano recém sepultado: Fiquei longe do meu namorado por quase 10 meses; consegui meu primeiro estágio na minha área; fui efetivada; terminei minha faculdade; fiz minha primeira viagem internacional; fiz e desfiz amizades; fiquei longe de uns amigos, porém proxima de outros; fiquei mais próxima da minha família; muitas alegrias, mas em contra-partida um stress emocional forte.
Pensando desta maneira, os acontecimentos bons ganham em quantidade dos ruins, mas como todo mundo faria, eu deixei os ruins tivessem um peso extra.
Desta maneira repensei minha avaliação e dei nota 8 a 2009.
Acho que nunca vou ouvir uma avaliação 10 de um ano que passou, até porque, nós, seres humanos, nunca estamos plenamente satisfeitos. Tudo de bom que acontece poderia ser melhor, o salário podia ser maior, poderia ter viajado mais nas férias, o tempo poderia ter sido aproveitado de outra forma... mas poderiamos ver as coisas de outra maneira: 'ptz, não era bem assim que eu imaginava, mas foi o melhor que eu e todos que estavam comigo pudemos fazer.', desta forma, acredito eu, que todos os anos passariam a ser 10. Mas como diz o trecho de um texto quase nada famoso "Não esqueça os elogios que receber, esqueça as ofensas. Se conseguir, me ensine como." (Filtro Solar - Predro Bial)
Que 2010 seja 10 para todos nós.
Tive que parar pra pensar porque esta pergunta é mais difícil do que pode parecer.
Meu primeiro sentimento foi: 'ptz, não foi um ano bom', mas resolvi parar pra pensar e fazer um resumo do que foi o ano recém sepultado: Fiquei longe do meu namorado por quase 10 meses; consegui meu primeiro estágio na minha área; fui efetivada; terminei minha faculdade; fiz minha primeira viagem internacional; fiz e desfiz amizades; fiquei longe de uns amigos, porém proxima de outros; fiquei mais próxima da minha família; muitas alegrias, mas em contra-partida um stress emocional forte.
Pensando desta maneira, os acontecimentos bons ganham em quantidade dos ruins, mas como todo mundo faria, eu deixei os ruins tivessem um peso extra.
Desta maneira repensei minha avaliação e dei nota 8 a 2009.
Acho que nunca vou ouvir uma avaliação 10 de um ano que passou, até porque, nós, seres humanos, nunca estamos plenamente satisfeitos. Tudo de bom que acontece poderia ser melhor, o salário podia ser maior, poderia ter viajado mais nas férias, o tempo poderia ter sido aproveitado de outra forma... mas poderiamos ver as coisas de outra maneira: 'ptz, não era bem assim que eu imaginava, mas foi o melhor que eu e todos que estavam comigo pudemos fazer.', desta forma, acredito eu, que todos os anos passariam a ser 10. Mas como diz o trecho de um texto quase nada famoso "Não esqueça os elogios que receber, esqueça as ofensas. Se conseguir, me ensine como." (Filtro Solar - Predro Bial)
Que 2010 seja 10 para todos nós.
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