"E aqui no coração, eu sei que vou morrer um pouco a cada dia..."
Setenta e sete anos de vida e cinquenta e sete anos de casada.
Era uma pessoa extraordinária, daquelas que vocês as vezes vê na televisão e que são exemplos de vida.
Ela era uma mulher, uma esposa, uma mãe, uma avó, uma bisavó, uma tia, uma tia-avó, uma amiga, mas era mais... era uma força da natureza e que emprestava sua força e sabedoria para quem quer que fosse. Tinha amigos em todos os lugares, trabalhava aos setenta e sete anos e fazia planos como se fosse viver pra sempre.
Nunca achou que estivesse velha, e realmente não era, era uma das pessoas mais jovens que conhecia, talvez fosse até mais jovem que eu.
Não importava onde iria, estava sempre arrumada. Desde que me entendo por gente, a via com os cabelos impecáveis, com seus brincos e colares, que nunca mais vai ficar bem em ninguém, mas parecia terem sido feitos pensando nela.
Uma lutadora, que passou por maus bocados, mas sempre esteve firme.
Eu tive o privilégio de nascer na mesma família que ela. E hoje compartilho com a multidão que ela cativou, a dor da saudade.
Sei que deve estar feliz ao lado de sua irmã, cunhado, mãe e todos que amava e que já não se encontram entre nós.
Tenho certeza que continuará conosco, da maneira que for possível e estará sempre viva dentro de nós.
Saudades Tia Nena.
"...mas sem que se perceba, a gente se encontra pra uma outra folia."
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Olá Gisele , adorei seu comentario sobre uma pessoa que certamente foi tudo isso que você a descreveu. Elaine Ramos
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